Aquele que destruiu meus sonhos também me ajudou a enfrentar meus medos.
Simone Lúcia
sábado, 12 de outubro de 2013
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Promessas de amor e de vida
Hoje, ligaram para saber como estou. A voz ,que vinha do outro lado da linha ,relatava o seu sofrer, simplesmente igual ,e depois passou a falar com tom nervosamente risonho.
São tantos os risos de causos e de dor. Um jeito típico de falar, que mistura sofrimento, tristeza com imensa esperança e alegria.
Mas, tudo o que se ouvia ,já havia chegado aos ouvidos do passado. Fato que contradiz a lei da natureza do não ser possível voltar realmente ao mesmo local de acontecimentos passados.
Ao ouvir aquela voz ,tão conhecida, chorei em segredo, para que a voz não ouvisse ou soubesse minha dor. Então, falei da importância pela espera, para quem já viveu o dobro de mim.
Chorei, a dor por mim, pelos meus e pelos outros.
Chorei, a inercia do fazer , do pensar ou do dizer. Simplesmente, porque ,sei não ser possível, ensinar ou aprender,esperar pela espera.
A fala que conta a rotina de uma vida simples : acordar, ler um livro, ouvir uma música, praticar atividade esportiva...Dependendo da idade, pode ser essa tal esperança quieta ou a recompensa de um passado que começa a pagar as próprias contas.
A pior pobreza é aquela que não é necessária. Pobreza que é puro desprezo de quem parte. Pobreza que é sinônimo de vingança puro ato egoísta do abandono. Pobreza construída e justificada no nosso não merecer. É um sofrer "de graça", um sofrer que tem preço, sentido e existência na negação do outro e no egoismo de alguém. É justamente esta pobreza que temo em dividir com pobres seres de mim.
Caso o futuro fosse sido revelado no passado vivido, certamente, tais existências não teriam existido. O que pensei ,naquele dado instante ,não foi suficientemente razão, para ter ultrapassado a possibilidade acidental que, as vezes, é a vida ?
Vida gerada na esperança de uma amanhã que começa no ato inconsciente de instintiva sobrevivência.
Mais desejo do que consciência.
Mais emoção do que razão. mais ganhos do que perdas.
A lei de uma compensação ainda ,se quer ,imaginada.
Mas, para quem respira o amor, todo o fruto se desdobra na felicidade enquanto promessa. Esta é a lei que faz brotar a vida e dar continuidade ao agora.
Sem promessas, por que amar e viver ?
Abrindo caixas
Um hoje, como passo dado em direção do desejo ou do pensar.
Um amanhã, sempre construído de retalhos; de passos largos; abraços afetuosos;suspiros doces de desejo. Por viver, com intensidade, o aqui e o agora , deixando o amanhã para os olhos que acordam.
Para uns, o "vir a ser" ou o "se tornar", são sempre possibilidades de encontros.
Para outros, o trabalho diário ,de significar o agora,faz , de cada instante, cadeias e trilhas que promovem chegadas.
Deixar vir ,ao nosso encontro,nossa própria procura. Antecipar a felicidade do amanhã;comer chocolate que não se embala e sentir o doce, antes do fim ou do começo. Ato ecologicamente saudável para alma, pura redução e desperdício, de dor e de espera.
Por que aguardar pelo instante certo quando não se tem domínio sobre o tempo ou sobre o destino ?
Felicidade é criar motivos para sorrir; é inventar desejos novos; é juntar papel com lápis de colorir...Tudo, num puro e mágico encontro.
Tem gente que sabe, rabiscar a vida com pedaços de giz guardados em uma caixa, que deveria ser aberta só depois de amanhã.
quarta-feira, 31 de julho de 2013
Opinião.Estudar é um sonho embrulhado em papel de pão e amarrado com barbante. É o único sonho garantido por lei e o que exige menos esforço de conquista.
Enquanto profissional da
educação também achava que copiar da lousa, ficar sentado e não poder falar com
os colegas, durante a explicação do professor,fossem situações dolorosas, cruéis
e sem propósito. São muitas as mães que procuram a Coordenação Pedagógica para
reclamar de tais atos de tirania e crueldade contra seus filhos.
Mas, o tempo me fez ver esta
situação de outra forma. Percebi que a escola se tornou o único lugar seguro
para exercermos nosso ato de descontentamento. E o único lugar que ainda se
pode reclamar da dor que nossos filhos são obrigados a sentir e suportar, em
tão pouca idade. As outras dores, que acontecem fora da escola, não estão mais sendo
passíveis de reclamação.
Em certa formação, sobre
alimentação saudável, ouvi da palestrante que os péssimos hábitos alimentares
dos alunos são aprendidos na escola. Na minha opinião, em particular, ocorre
justamente o contrário. Os poucos bons hábitos existentes, são aprendidos na
escola. Afinal de contas, enquanto a cidade trabalha, alguém precisa ensinar
alguma coisa, já que a atual dinâmica de sobrevivência não tem permitido também
acompanhar a vida escolar e formação dos filhos.
A sociedade ainda não
entendeu o que a escola tem feito, diariamente, por crianças e jovens, filhos
de homens e mulheres trabalhadores. Tem contribuído pela formação e
principalmente pela existência. Digo existência porque todos os dias, crianças
e jovens, são abandonados pela sociedade que trabalha. E é a escola quem olha
pra todos eles e diz “você existe”. Observa tudo e percebe se chegam, se faltam, se estudam, se estão
vestidos adequadamente, se trouxeram o material necessário, se guardaram seus
equipamentos eletrônicos ( inseparáveis), se a relação com o outro tem sido
respeitosa, se abrem o caderno, se fazem a lição de casa, se entregam os
trabalhos, se realizam as pesquisas, se entendem, se aprendem, se sonham e se
possuem projetos para o futuro...
É na escola que podemos errar
e tentar acertos. E mesmo que seja um local que provoca “dor” também tem
provocado muitas alegrias. É um espaço de tantas outras vivencias e de tantas outras
aprendizagens sobre sentimentos e sensações.
Ao refletirmos sobre o fato
de avançarmos tanto em relação ao direito de estar na escola sem termos
alcançado o seu verdadeiro propósito, aprender.
Podemos questionar o mesmo
do trabalho. Como é possível trabalhar e alcançar tão pouco o propósito por tal
esforço diário?
Sabemos que o propósito de
estudar é aprender. E qual seria mesmo o propósito do trabalho ???
Responder esta questão
talvez nos ajude a compreender o motivo pelo qual os alunos estudam, e não
aprendem.
Parece fácil culpar as
escolas e seus profissionais pela pouca aprendizagem, como se este processo
dependesse apenas de dois atores e de um único cenário. Na verdade, é um jogo
de futebol que precisa também de torcedores. Onde a regra não seja mais esconder
a bola. Como a sociedade espera gols?
O gol só tem acontecido
quando existe a trapaça de colocar em jogo uma segunda bola. Esta representa por
todos os esforços que a escola comumente faz assumindo atribuições e tarefas
que deveriam ser da família e da sociedade A regra precisa mudar para que a
bola permaneça em campo e seus jogadores consigam balançar as redes da
aprendizagem.
Nossos alunos não aprendem
porque o aprender é propósito e interesse só da escola quando deveria ser de
todos.
Se o trabalho impede tal
atuação e as escolas permanecem sozinhas nesta jogada a melhor forma de torcer
é não assediar moralmente os esforços de quem faz um pouco, todos os dias, pela
formação de crianças e jovens.
Valorizar a escola e seus
profissionais é o primeiro passo para que a aprendizagem aconteça. Valorizar é colocar
todas as bolas no campo e deixar o gol por nossa conta.
A curiosidade não está no
fato do índice de desenvolvimento humano não apresentar dados positivos sobre a
aprendizagem dos estudantes e sim no fato da sociedade continuar esperando por
bons resultados quando tem feito muito pouco para que isto realmente aconteça.
O nosso país é realmente
muito engraçado. Desde quando é preciso estudar e aprender pra ser país do
futebol ???
Está na hora da sociedade
perguntar para o Brasil o que ele realmente quer ser, quando crescer!
Sentimentos.Um sonho que realiza SONHOS...
Um
sonho que realiza SONHOS
Entrei no Face para
acompanhar as últimas postagens e fiquei pensativa sobre algumas frases, de
pessoas e histórias que conheço muito bem. Três gerações e o mesmo sonho.
O primeiro, já adulto, fala
do que infelizmente não foi possível viver;
O segundo, fala do momento
que ainda vive, enquanto a idade não chega e os sonhos ainda parecem possíveis;
O terceiro, o mais novo, fala
de “liberdade”.
Não a liberdade no sentido
de escolha, tomada de decisão, uma forma de ver, sentir, pensar, de ir, de
voltar...
Grita aquela liberdade de
não mais estar naquele lugar que acabou ficando por algum tempo.
Três vidas, três destinos e
um único sonho: Ser jogador de futebol.
Nenhum dos três com um bom
histórico escolar. Mas, indiscutivelmente, três talentos na grande arte de
jogar e de lançar a bola em uma rede, que no fim balança.
A lei diz que todo ser
humano é um ser valoroso e que tal valor independe de suas características ou
diferenças.
Não é possível o exercício pleno
da cidadania quando participamos de uma sociedade de deveres, onde direitos
básicos são negados aqueles que moram em determinados lugares e vivem de
determinada forma. Tal fato caracteriza discriminação, o que para nossa lei
brasileira significa crime. Tratar, de forma diferente, pessoas por conta de
suas particularidades ou diferenças.
É bom lembrar que nossa
diferença é apenas geográfica e territorial porque, mesmo morando e vivendo em
Pernambuco, São Paulo ou Rio de Janeiro, por exemplo, somos parte de uma mesma
nação. Sendo nossa diferença o lugar que ocupamos no espaço, já que dois corpos
não podem ocupar o mesmo lugar no universo, nossas semelhanças nos tornam
praticamente iguais. Isto significa que sendo igual ou diferente, não importa,
nosso valor é o mesmo.
Sei, não dá para viver uma
cidadania pela metade.
Para uns, os direitos;
Para outros, os deveres;
Para uns, os sonhos;
Par outros, a sobrevivência.
A impressão que tenho é que
a sociedade é criminosa pois vive em constante ato de pura discriminação. Até
quando permitiremos que tais crimes continuem impunes?
Aquele que diz ter sido
obrigado a escolher entre sonhar ou sobreviver, na minha opinião, não teve
escolhas. Se não teve escolhas, não é, nunca foi e nunca será livre.
Aquele que canta a
liberdade, continua preso como sempre esteve.
Ambos, não sabem que foram
roubados em sua cidadania e discriminados por suas diferenças.
E existe sim o verdadeiro
culpado pela liberdade perdida e pelo sonho trocado pela simples sobrevivência.
Todos passaram pela escola
com o mesmo desejo e vontade de que este passar fosse o mais breve possível.
Quando, na verdade, deveriam ter andado com passos pequenos e lentos para
EXPERIMENTAR o único sonho que a lei diz ser obrigatório.
Muitas crianças e jovens não
sabem que estudar é muito mais do que entrar, sentar e sair. Estudar é um sonho
embrulhado em papel de pão e amarrado com barbante.
Não digo que é através da
escola e dos estudos que podemos realizar todos os nossos sonhos. Digo apenas
que hoje, infelizmente, este é o único sonho que pode ser conquistado com menos
esforço do que já foi no passado.
Para os outros sonhos ainda
não existe uma lei que garanta, ao menos, passar por ele durante algum tempo e
abrir as mãos quando cansar e sentir vontade de sonhar outros sonhos.
Talvez exista sim, só que no
Brasil chamamos de liberdade. Por isso, não podemos permitir atitudes de
discriminação contra quem quer que seja principalmente contra aqueles que ainda
sonham. Porque a discriminação é um crime tão cruel que tira do ser humano a
sua liberdade. E quando o ser humano deixa de ser livre deixa de ser também
dono de suas próprias escolhas.
Grande parte da população
não escolhe viver da forma como vivem. O que ocorre, na verdade, é que a cidade
(ou o país), através da sua previsão orçamentária, decide qual parte da
população ficará sem sonhos, já que é bastante caricato, na política, dizer que
o orçamento não é suficiente, para garantir a dignidade de todos. É claro que
não é, só dá mesmo para garantir a dignidade de pequena parcela da população,
preferencialmente daquela que possui sonhos nobres como: Acumular cada vez mais
capital às custas da superexploração do trabalho. Assim tem sido nos países
periféricos e hegemônicos.
Este tem sido o sonho do mundo,
antigo e moderno, enriquecer às custas de muitos sonhos perdidos.
É por isso que nossas
crianças e jovens precisam se preocupar com a tal sobrevivência desde cedo
porque, sendo jovens, possuem a terrível mania de sonhar demais.
Os sonhos são perigosos
porque acabam sempre no campo do improviso e do inesperado. Por isso, precisam
ser controlados e sonhados por quem sabe ou por quem pode.
E assim vão sendo construídos
sonhos pré-fabricados e a divulgação fica a cargo da mídia e dos meios de
comunicação de massa. De repente, pessoas que moram em São Paulo, Rio de
Janeiro ou em Pernambuco acabam, por incrível que pareça, sonhando os mesmos
sonhos e publicando nas redes sociais seus cenários de pura sobrevivência. E tais
discursos sempre me fazem refletir sobre sonhos, liberdade e escolhas.
Escolhas são decisões feitas
a partir de valores. Se a população geralmente abre mão dos seus sonhos, porque
precisa se preocupar primeiro com a sobrevivência, entendo que ela escolhe
alternativas que são a favor da vida.
No momento que for livre as
alternativas serão a favor de uma vida com qualidade ambiental, que é o bem
mais precioso de uma existência humana, segundo a lei.
Desejo que crianças e jovens
aprendam nas escolas a sonhar por si mesmas e um dia sejam capazes de sonhar o
maior de todos os sonhos, o de serem realmente livres. E quando isto acontecer,
não importa se serão artistas, modelos ou jogadores de futebol porque TODOS,
independentemente das escolhas que façam, viverão com
dignidade. Este sim é um sonho que realiza SONHOS.
Opinião.Crianças e jovens continuam gritando silenciosamente : Hear my voice !
O som da voz da primeira pessoa que falou ao telefone (o próprio inventor) foi perdida. Mas, trecho de testes de gravação de áudio feito pelo próprio Alexandre Graham Bell foi recuperada por pesquisadores do Museu nacional de história americana ( Washington).
"Hear my voice" - Ouça a minha voz.
É realmente maravilhoso ouvir a voz do homem que inventou o telefone e que possibilitou o mundo ouvir a voz das pessoas que amamos e que, por algum motivo e razão, estão distantes.
Nos tempos atuais muitas crianças e jovens ,no mundo inteiro , continuam gritando e pedindo , silenciosamente :
Hear my voice ! Mas, o mundo voltou no tempo, antes de 1876, onde a voz ainda não era possível de ser ouvida.
Sendo assim, recomendo : Façam fumaças !
Acessem o link abaixo e escutem a voz do inventor do telefone...é o mesmo clamor dos movimentos atuais.
segunda-feira, 29 de julho de 2013
Myself : Pai
Pai, o que posso falar neste momento
se a dor ainda dói por dentro
como consolar meu coração
Pai, foste embora e nem tiveste
tempo para dizer adeus
um lagrima rolou nos olhos teus
Ultimo ar para quem se vai
ultimo sonho pra quem ficar sem te sentir
a saudade que não quer partir
já fez sua morada em mim
Porque tu es infinito sim
fostes, es e serás meu pai até o fim
Myself : Fostes tudo
Fostes tudo
fostes o primeiro a chegar
fostes tudo
fostes o primeiro a partir e deixar
esta saudade
que o peito invade
e não deixa lugar para amar
Ah !
o que fazer com a tristeza que você deixou ?
preferia chorar por te ter
preferia sofrer com você
mas não ver que foste embora
Ah!
Quanto tempo terei que esperar
pra de novo poder te encontrar
e fazer tudo o que não fiz
e dizer tudo que não falei
Ah!
Se ao menos soubesse onde estás
e você pudesse me ouvir
todos os dias
Sabe a esperança que não pode morrer ?
A felicidade que não pode acabar ?
Foi tudo embora !
Ah!
O que fazer para essa dor me deixar ?
Só se tu pra esta vida voltar
ou a gente se encontrar
quem sabe algum dia
Ah!
Só o tempo trará para mim
esta paz que um dia se foi
este amor que um dia existiu
e de mim não se despediu
Ah!
O que fazer pra esquecer de você
ou será que devo lembrar
todos os meus dias
Fala então que estás mais feliz
mais amado que fostes aqui
Fala então que eu não devo chorar
que não devo sofrer por te amar
pois a vida é tão passageira
Passa e leva o que tem de melhor
passa e deixa o que tem para ficar
que nos tira o que emprestou
sem perguntar
Não tive tempo de dizer
que te amo e não vou te esquecer
meu filho amado
09/04/2001
fostes o primeiro a chegar
fostes tudo
fostes o primeiro a partir e deixar
esta saudade
que o peito invade
e não deixa lugar para amar
Ah !
o que fazer com a tristeza que você deixou ?
preferia chorar por te ter
preferia sofrer com você
mas não ver que foste embora
Ah!
Quanto tempo terei que esperar
pra de novo poder te encontrar
e fazer tudo o que não fiz
e dizer tudo que não falei
Ah!
Se ao menos soubesse onde estás
e você pudesse me ouvir
todos os dias
Sabe a esperança que não pode morrer ?
A felicidade que não pode acabar ?
Foi tudo embora !
Ah!
O que fazer para essa dor me deixar ?
Só se tu pra esta vida voltar
ou a gente se encontrar
quem sabe algum dia
Ah!
Só o tempo trará para mim
esta paz que um dia se foi
este amor que um dia existiu
e de mim não se despediu
Ah!
O que fazer pra esquecer de você
ou será que devo lembrar
todos os meus dias
Fala então que estás mais feliz
mais amado que fostes aqui
Fala então que eu não devo chorar
que não devo sofrer por te amar
pois a vida é tão passageira
Passa e leva o que tem de melhor
passa e deixa o que tem para ficar
que nos tira o que emprestou
sem perguntar
Não tive tempo de dizer
que te amo e não vou te esquecer
meu filho amado
09/04/2001
Meus sonetos : Amar e existir
Como amo o amor em mim
e desejo viver cada instante como único
viver sentindo o coração pulsar
como sangue nas veias a brincar
A luz que ilumina a escuridão
é a que conduz os passos a diante
mesmo que tudo um dia se vá
a espera ficará para sempre
Amar assim é viver intensamente
não por uma paixão que se tem ou se foi
mas pelo desejo de simplesmente sonhar o existir
e desejo viver cada instante como único
viver sentindo o coração pulsar
como sangue nas veias a brincar
A luz que ilumina a escuridão
é a que conduz os passos a diante
mesmo que tudo um dia se vá
a espera ficará para sempre
Amar assim é viver intensamente
não por uma paixão que se tem ou se foi
mas pelo desejo de simplesmente sonhar o existir
Meus sonetos : Um sopro de vida
Que sentimento é este que surge
no lugar do amor que nasceu
hoje a morte que vive, me assusta
é o sentido de se sentir o que se perdeu
A brisa que acaricia o pranto
o ar da noite que sopra a chama
apaga a vida que acende
fazendo arder o frio que aquece e congela a´lma
Amar demais não pode causar dor
nem a morte pode ser o fim do que começa
se a vida deixar de ser, o nada passa a existir
Como viver assim sem amar ou viver
é afugentar a brasa do frio que arde
é morrer assim que se nasce
no lugar do amor que nasceu
hoje a morte que vive, me assusta
é o sentido de se sentir o que se perdeu
A brisa que acaricia o pranto
o ar da noite que sopra a chama
apaga a vida que acende
fazendo arder o frio que aquece e congela a´lma
Amar demais não pode causar dor
nem a morte pode ser o fim do que começa
se a vida deixar de ser, o nada passa a existir
Como viver assim sem amar ou viver
é afugentar a brasa do frio que arde
é morrer assim que se nasce
Meus sonetos : Quem sou
Sou a brisa que te toca em silencio
sou ajuda pro teu caminhar
mesmo de longe te faço carinho
te sonho, te beijo e te adormeço neste meu cantar
Se o sopro parte ainda sem vento
e o silencio anuncia a minha chegada
parto bem antes que o dia amanheça
retorno antes que a noite se faça
Se em cada sonho me torno realização
a distancia só serve de espelho para contemplação
a beleza se perde bem perto, me afaste logo deste teu olhar
sou ajuda pro teu caminhar
mesmo de longe te faço carinho
te sonho, te beijo e te adormeço neste meu cantar
Se o sopro parte ainda sem vento
e o silencio anuncia a minha chegada
parto bem antes que o dia amanheça
retorno antes que a noite se faça
Se em cada sonho me torno realização
a distancia só serve de espelho para contemplação
a beleza se perde bem perto, me afaste logo deste teu olhar
Meus Sonetos : Saudade
Dizem que a saudade é irmã do amor
irmã ingrata e sem alma tênue
que conta os suspiros de quem triste chora
lamenta o reencontro das paixões que vão embora
Doce fosse assim partir sem amor
para não conhecer também o fruto irmão da dor
castigar sentimentos em flor a brotar
perdidos sentidos desfalecendo a sonhar
Se assim não fosse a vida me levar para bem longe
para o local onde fosse impossível te ver ou sentir
é preferível conhecer o fel para beijar-lhe docemente a face
irmã ingrata e sem alma tênue
que conta os suspiros de quem triste chora
lamenta o reencontro das paixões que vão embora
Doce fosse assim partir sem amor
para não conhecer também o fruto irmão da dor
castigar sentimentos em flor a brotar
perdidos sentidos desfalecendo a sonhar
Se assim não fosse a vida me levar para bem longe
para o local onde fosse impossível te ver ou sentir
é preferível conhecer o fel para beijar-lhe docemente a face
domingo, 28 de julho de 2013
Sentimentos : Papa Francisco, o tempero que faltava no preparo de um país que tem fome de justiça.
Fazer uma retrospectiva sobre a própria vida é algo bastante difícil principalmente
quando algumas decisões, em determinadas épocas e contextos, nos trazem a
lugares e situações antes inimagináveis.
Ao reencontrar uma amiga de infância, através das redes sociais, acabei
compartilhando um pouco da vida que tenho e do como acabei chegando a este
lugar onde estou, sem jamais ter planejado absolutamente nada. Como ela foi um
pouco testemunha dos meus projetos finalizou dizendo que Deus é quem escreve a
nossa história, de acordo com planos que vão além do nosso entendimento.
Com a visita do Papa Francisco pude compreender o que ele
quis dizer ao afirmar que , quando acolhemos Jesus Cristo, nossas vidas se transformam, os caminhos
do futuro se iluminam, fazendo nascer asas de esperança para um caminhar com
alegria.
Mas, nem sempre, a alegria nos acompanha em toda a jornada e em alguns
momentos achamos que erramos o caminho.
Agora sei que estou exatamente onde devo estar. O erro nunca esteve na
estrada, no rumo, na direção ou no caminho trilhado porque, desde o princípio,
o que orientou minhas decisões e escolhas foi o amor. E, agora sei, o amor
realmente transforma. Por isso, depois que acolhemos o amor em nossa vida, os
projetos de vida e de sonhos passam a ser outros, dando a impressão de que
estamos e somos o que não planejamos.
O erro é esquecer de temperar a vida durante o processo de preparo,
enquanto se cozinha. Foi exatamente aí onde errei, esqueci, não lembrei. Vai
ver que eu não sabia que a vida é exatamente como o alimento que preparamos no
fogão da nossa própria casa. Quando compramos comida pronta realmente não temos
o controle do seu sabor.
Segundo o Papa Francisco a fé é a bússola que indica a direção, a
esperança é a luz que ilumina caminhos e o amor é o que nos transforma em
rocha.
Vem daí nossa força para resistir e descobrir que somos exatamente o que
o amor nos faz ser. Agora sei exatamente
o que sou e como cheguei até aqui.
O Papa Francisco me fez refletir também sobre em que ou em quem
comumente tenho depositado minha fé. Agora compreendo minhas desilusões,
tristezas e decepções. Tem colocado fé em muita coisa e em muitas pessoas
quando, na verdade, minha fé deveria ser depositada naquele que posso confiar,
somente nele.
A vinda do Papa Francisco foi muito mais do que uma simples visita papal
foi o tempero que faltava no preparo de um país que tem muita fome de justiça.
Para minha vida pessoal trouxe a luz necessária que permitiu enxergar o
amor existente em todas as minhas escolhas.
Opinião : Políticas Públicas e a Economia do país: Ataques de tubarões.
Políticas
Públicas e a Economia do país: Ataques de tubarões.
Como todos puderam
acompanhar a última notícia sobre ataque de tubarão (de verdade) no país já deu
pra entender que o início e fim desta história irá girar em torno de questões
econômicas, quando poderia ser uma situação-problema para definição de
Políticas Públicas para a cidade, para o estado e para o país, já que estamos
abrindo as portas, ou o curral, para o mundo globalizado e para o esporte
mundial ( copa do mundo em 2014).
A preocupação do estado, da
mídia, da família e da sociedade é com a questão econômica (imposto,
indenização, investimento... ) decisões e riscos.
O estado de Pernambuco
assumiu o risco de optar pelo turismo descompromissado quando acreditou realmente
não ter nenhuma responsabilidade pela morte de pessoas “desavisadas”, “teimosas”
ou “imprudentes”.
Analisando o fato a partir
de uma perspectiva política poderíamos dizer que mais uma vez o julgamento de
valor está em jogo e a decisão tomada pelas autoridades (neste jogo de relações
políticas que é jogado desde a identificação de uma situação- problema até o
processo final de execução e avaliação) comprovou não considerar o seu público
beneficiário, ou será que considera? Neste caso, não acredito serem os turistas
e nem os tubarões os reais beneficiários de tais decisões.
A questão do tubarão em
Pernambuco, diante de fatos como este, parece que ainda não se tornou uma
situação-problema e nem entrou para a agenda pública do estado, afim de ser
verificar o grau de controvérsia. Mas, ao acompanhar as notícias vindas da
mídia ou da internet é fácil compreender as razões, esta situação não tem um
grau de insatisfação que mereça crédito dos atores sociais e nem das
autoridades. Todos concordam que a culpa é da jovem (que gosta de mar).
Vamos utilizar como exemplo
o “bolsa escola”, aquela política de colocar na escola quem deveria estar
dentro dela. Qual seria a relação existente entre o bolsa escola e o fato do
tubarão ??? Bem, a relação é óbvia, a
questão econômica do país.
Se as intervenções precisam
ser feitas nas causas o
argumento das autoridades acabam sempre sendo o mesmo: a culpa de tudo é da
pobreza.
Por isso, quando falam de
bandidos, marginais, violência ...falam logo da pobreza e das favelas.
Quando falam da falta da
frequência escolar ....falam da situação de pobreza das famílias .
Não seria uma redução
simplista da realidade?
Então a culpa é da jovem. Pronto!
Esta é a solução mais
econômica para a situação-problema e toda a sociedade concorda.
Se não há tanta controvérsia,
e todos os atores sociais concordam entre si, não é um problema que exija a
adoção de uma política pública.
A repercussão foi pouca, a
moça morava no Brasil mesmo e não era filha de nenhuma personalidade ou gente famosa
(autoridade, artista ou jogador de futebol) e ainda bem que não era
estrangeira. Fica tudo em casa.
Mas, digamos que haja uma
política pública. O processo de formulação de alternativas e soluções seria a
seguinte:
Partindo da mesma
justificativa utilizada no bolsa escola poderíamos fazer a seguinte análise da situação:
A jovem entrou no mar porque
a sua família era pobre e não tinha dinheiro para ir a uma praia sem tubarão.
Então as alternativas seriam:
1. Como o fato ocorreu nas férias de julho podemos
ampliar os dias letivos e acabar com as férias e recessos escolares e ainda
garantir a frequência dos alunos.
2. Deixar mais cara a passagem de avião para que os
pobres não possam viajar nas férias.
(Pois tem sempre um “engraçadinho”
que tem a coragem de revelar publicamente sua insatisfação com o fato do pobre ter
dinheiro para andar de avião e não ter para comprar caixão)
3. Para aqueles que podem pagar, o estado pode pensar em
disponibilizar a venda de um serviço de “rede de proteção contra tubarões” para
que, determinados turistas, possam tomar banho de mar na praia de Boa Viagem
com segurança total.
4.
Proibir entrar
no mar (risco de morte por ataque de
tubarão seria zero)
Esta
quarta alternativa é realmente bárbara. Vou explicar melhor:
Proibir o cidadão de entrar
no mar é mais fácil porque não tem custos para o estado é tudo uma questão de
criar uma lei. Da próxima vez que alguém entrar no mar e for atacado por um
tubarão a sociedade, a mídia e as autoridades poderão afirmar categoricamente
que a pessoa além de ter sido teimosa e imprudente também foi criminosa porque
cometeu um crime diante da justiça. E comprovado o crime, através de um
atestado de óbito confirmando que a causa da morte foi realmente por ataque de
tubarão, a família poderia assumir o pagamento de uma multa, prestar serviços comunitários,
já que quem cometeu o crime havia morrido sem arcar com as sanções previstas em
lei.
A nossa Constituição Federal
é bastante clara ao dizer que ninguém deve ser obrigado a fazer ou deixar de
fazer qualquer coisa se não for em virtude de uma lei. Sendo assim, a jovem não
cometeu crime algum, pois ainda não existe esta lei em Pernambuco de que é
proibido entrar no mar. E este fato não impediu da jovem ser julgada
publicamente e ser condenada sem direito a ampla defesa.
Lei que proíbe entrar no mar
realmente não deve existir porque tem gente fazendo do mar seu quintal, por exemplo,
na Praia do Iporanga (Guarujá- SP) onde estive pessoalmente para ver, com meus
próprios olhos, o que outros “tubarões” (de uma outra espécie) estão mordendo
por aí (o nosso patrimônio ambiental). Naquelas lindas praias que ainda não tem
tubarão de verdade. Lá, qualquer dia, também vão querer inventar uma lei que impeça
o cidadão, como nós, de não só tomar banho de mar como também de entrar na
cachoeira. É exatamente lá onde existe aquela tal placa dizendo “seja breve”.
Enfim, tudo o que falei até
agora parece um monte de bobagem. Mas, é exatamente desta forma que percebo
algumas das políticas públicas que, na minha opinião, estão sendo pensadas sem
nenhuma preocupação com o público beneficiário, que deveria ser o povo. Minha
ingenuidade pode ser tanta que eu possa estar completamente equivocada, por
exemplo, em acreditar mesmo que certas políticas estão sendo pensadas para as
crianças e jovens que estão fora da escola.
Fica um alerta para quem
ainda não entendeu que tudo o que acontece na vida é uma questão de decisão e
de escolhas. E toda decisão passa por um julgamento de valor e por riscos. Se a
jovem decidiu entrar no mar e assumiu o risco de morrer após ser atacada por um
tubarão, a sociedade deveria se perguntar quais valores esta jovem tinha. Os
nossos valores falam muito sobre o que somos e pensamos sobre o outro, sobre o
mundo e sobre nós mesmos. Garanto, os valores dela eram nobres.
O Estado de Pernambuco
também fez suas próprias escolhas, tomou decisões quando optou por intervir ou
não no problema dos tubarões nas parais litorâneas. E toda essa decisão de agir,
ou não, foi guiada por um julgamento de valor e por riscos. O risco todos vocês
viram qual foi (a morte de dezenas de seres humanos). A sociedade deveria se
perguntar qual julgamento de valor guiou o Estado no momento que escolheu alternativas
inadequadas e que desconsideravam completamente os sujeitos beneficiários. Respondo,
o valor da vida humana não foi. A
sociedade também deveria perguntar a si mesmo, diante de fatos como estes, quem
são os reais beneficiários de tais políticas de prevenção contra ataques de
tubarão nas praias litorâneas do Nordeste. Respondo: Não são os cidadãos e nem
mesmo os tubarões de verdade. Basta olhar as
causas que possibilitaram tais ataques. Quem estuda Políticas Públicas sabe
muito bem que as ações devem atuar nas causas do problema.
_ Pernambucanos, saiam já deste mar !
Realmente, ele está cheio de
tubarões !
Sentimentos :Peço a todos : UM MINUTO DE SILÊNCIO !
Desde o momento da triste notícia
do que aconteceu com a Bruna, na praia de Boa Viagem quando foi atacada por um
tubarão e morreu logo depois, a impressão que tive foi de que a mídia já agia
mostrando as placas de sinalização e depoimentos a favor da vítima, que não era
nem a Bruna e nem o tubarão.
Na internet ocorreu praticamente
a mesma coisa, não faltaram críticas a jovem de 18 anos por sua “desobediência”
e ao tio, por sua suposta “ganancia” ao dizer que iria processar o estado.
Sou pernambucana e moro em São
Paulo há mais 13 anos, e não estou aqui apenas levantando uma bandeira branca
estou pedindo também um minuto de silêncio.
Minha defesa é a favor da vida
que se foi, uma jovem de 18 anos que simplesmente queria tomar banho de mar.
Quem sai de São Paulo e se depara
com aquele mar lindo do Nordeste, águas quentes e céu azul fica realmente
deslumbrado. Vocês já pararam para pensar que este pode ter sido o único “NÃO”
que a Bruna pode ter dado em toda a sua vida? Alguém sabe a sua história, a sua
forma de viver, seus sonhos e a felicidade imensa que deve ter sentido entrar
no mar naquele dia?
A Bruna não pode ser lembrada por
sua imprudência e sim por seu encantamento diante da beleza que é a vida. É
disto que ninguém lembra, fala ou recorda, do quanto tiram das pessoas as
suas riquezas (a natureza, os rios, o
mar ...). Os que praticam tais crimes continuam vivos, impunes e recebem poucas
críticas.
Talvez ninguém entenda o fato de
tamanha rebeldia ao ponto da jovem ignorar completamente todas as placas de
sinalização, todas as falas e orientações. Mas, em qual país a Bruna morava?
Será que morava no País das maravilhas, onde em todos os lugares têm flores,
onde as leis são cumpridas e ninguém passa o sinal vermelho ?
Não ! A Bruna morava no Brasil
das desigualdades e das injustiças numa terra onde ninguém parece se preocupar
com ninguém. E, de repente, chega em Recife para visitar sua avó e em um lugar
maravilhoso simplesmente querem lhe impedir de entrar no mar. É claro que ela
não entendeu absolutamente nada. Talvez imaginou a mesma coisa que eu quando
estive, certa vez, na Praia do Iporanga
(Guarujá/SP) quando tinha “uma placa” ao lado de uma linda cachoeira dizendo “Seja
breve “ , enquanto pessoas simplesmente moravam neste local e faziam desta
reserva (nossa enquanto patrimônio ambiental)
o quintal de suas casas, não sendo nada breves.
O que eu quero dizer é que a
Bruna talvez se tornou uma moça que aprendeu com a sociedade a não acreditar
nas “boas intenções” das pessoas e preferiu acreditar em alguma coisa. Preferiu
acreditar nos seus próprios sonhos e desejos.
Talvez ela tenha errado e seu
erro custou a sua própria vida. E só !
Mas, ela não errou porque foi
imprudente, desobediente ou por ter acreditado nos seus sonhos e desejos. A
Bruna errou quando deixou de acreditar nas pessoas. E é exatamente isto o que
estamos fazendo hoje , estamos desacreditando nas intenções da Bruna e nos
sentimentos de um tio e de toda uma família. Erramos como ela e ainda estamos
aqui vivinhos. Vai ver que a morte não seja castigo e viver seja o fim para
aqueles que só podem ir embora depois de terem aprendido a primeira lição da
vida : VIVER.
A Bruna morreu porque VIVEU
intensamente a sua vida...foi só isso que ela fez. E viver não é imprudência,
desobediência e nem crime.
Fala-se tanto da imprudência e
nada da vida que perdemos. Sim, perdemos !
A Bruna perdeu a vida, não sei exatamente
o que isto significa, já que da morte nada entendo.
(Nós) Perdemos a nossa humanidade
e sensibilidade diante de fatos como este.
A única coisa que a sociedade
está fazendo é discutir quem vai pagar a conta depois de termos bebido na mesma
taça de amargura e de dor.
É exatamente isto o que a dor
faz, silencia nossos sentidos para que possamos encontrar conforto na
preocupação se vamos ter que pagar alguma coisa ou se a dor vai sair de graça
mesmo.
O “povo” de São Paulo nunca
defendeu tanto nordestino e se uniu em prol do estado de Pernambuco. Será em
defesa dos impostos porque sabem muito bem o quanto custam “coisas” e não fazem
ideia do quando realmente vai acabar custando uma vida ?
Que leitura EU posso fazer deste
cenário e desta tão grande união em defesa de tão pouco, enquanto a vida de um
ser humano é tirada de todos nós ?
SOFRO!!! E é somente isto que
devo fazer com a minha dor...SOFRER ! Deixarei que a justiça faça sua própria
defesa. Limitarei a ser HUMANA ,em momentos como este ,dizendo apenas a família
da Bruna que sinto muito por tudo isso e sofro junto com ela. Hoje me basta
apenas este papel, o papel de simplesmente ser o que somos, um Ser Humano. Peço apenas um minuto de silêncio
em respeito a vida que se foi para que ela possa ir em paz.
Sociedade : UM MINUTO DE SILENCIO
!
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